Silas Correa Leite

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    Silas Correa Leite
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    Comentário · há 11 anos
    Prezados Senhores – Carta publicada no Estadão
    Fiquei estarrecido ao saber que o MP paulista está “processando” o prefeito Haddad, porque ele está fechando a Avenida nos finais de semana, mesmo com total apoio popular a respeito. Daí, estranhando que os corruptos de SP só foram pegos na Suíça, na França e na Inglaterra, e em SP permanecem estranha e suspeitamente ainda impunes, fica a bendita dúvida: o MP paulista é inoperante, incompetente, tendencioso e parcial, ou tem lado, tem partido, e então não serve, não presta? No Pr, no RS, no RJ e em MG o MP local acionou corruptos, e você não vê corruptos desses estados presos no exterior, só os de SP. Será que uma Força Tarefa da Policia Federal, investigando a justiça chapa branca de SP, Samparaguai, o estado-máfia, vai, finalmente, fazer o levantamento dos graves problemas impunes como do Carandiru, Pinheirinho, Cracolandia, mais impunes crimes no Rodoanel, CDHU, DEIC, DENARC, Detran, Trensalão, praças de pedágios, privatarias, e ainda bilhões gastos com a despoluição do Tiete e o rio Tietê cada vez mais podre, além de quase 100 bilhões que o estado de SP anualmente glosa do Imposto de Renda e tudo fica por isso mesmo, com o impune e livre (e solto em casa), Juiz Lalau, sendo o próprio símbolo dessa tal “justiça” paulista? Aliás, os corruptos de SP, estão tantos anos impunes no poder, que os crimes deles já estão quase todos prescritos... Problemas graves no Metro com obras faraônicas e superfaturadas, o mais caro do mundo. E o MP de São Paulo? Professor em SP ganhando vergonhoso salário (a prefeitura de SP paga entre o dobro e o triplo do que o estado de SP paga), e tudo vai ficar por isso mesmo? Para que mesmo que serve o MP de SP? Desculpem, eu só queria saber.
    Ciberpoeta e blogueiro premiado Silas Corrêa Leite – Membro da UBE-União Brasileira de Escritores, diplomado Conselheiro em Direitos Humanos
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    Silas Correa Leite
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    Comentário · há 11 anos
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    Comentário · há 11 anos
    Poema Social
    Julguemos o Juízo
    "Eu já havia reparado, em pessoas,
    que a afetação de sentimentos louváveis
    não é a única desculpa, mas que são malvados,
    sendo que um pretexto mais novo é a exibição destes,
    de forma que ao menos não pareça ocultá-los." Proust,
    Marcel Proust. Le Temps retrouvé.
    ...........................................................

    -Julguemos o Juiz, Julguemos! Juízo ao juízo.
    Se a suposta autoridade constituída de forma leviana e imprudente, julgar inocentes, condenando-os
    Denunciemos o juiz sem ética e sem o devido e transparente critério e juízo de valor
    (Juiz marajá, que, condenado se aposenta compulsoriamente com alto soldo
    Que espécie de ladrão da própria toga o é?)
    Julguemos os juízes. E os acusemos:
    -Eu vos acuso de:
    ( )-Julgar por querer aparecer no palco aloprado da historial mídia insana
    ( )-Julgar por julgar, nãopor caráter imperioso ou dever de oficio e conhecimento de oficio
    ( )-Julgar todo prepotente pensando que é o que não é, pensando que pensa
    ( )-Julgar como um carrasco de ego inflado, querendo aparecer mais do que a justiça propriamente dita
    ( )-Todas as alternativas estão corretas.

    Julguemos o Juiz. Que a sua cadeia seja a sua consciência, o seu remorso (“Toda história é remorso” diria o Poeta Drummond)
    Pois a própria pelé é a cela epidérmica do juiz injusto
    Não, não se enforca mais ladrões de cavalos, nem se corta mais cabeças de nobres , poderosos e infiéis de propósitos
    Assim como, na democracia republicana, nem sentenças alopradas de vaidosos deixam de gritar em detrimento de uma elite de tribunais de ‘eles por eles’
    Então, camaradas e irmãos sonhadores, julguemos, condenemos o juiz-fuinha, o juiz-blefe, o juiz-cloaca
    O juiz-babaquara, o juiz tendencioso e parcial, o juiz inumano e amoral
    Condenemos o juiz lerdo - da justiça que tarda e falha (com seus suspeitos labirintos burocráticos a peso de ouro)
    Condenemos o juiz-hiena, o juiz-circo, o juiz-fuinha
    O juiz bufão que bate na esposa e fica tudo por isso mesmo – Que justiça é essa?
    O juiz que liberta empresários bandidos do crime organizado – Que justiça é essa?
    O juiz que vai à formatura de chefes de quadrilhas devidamente aparentado de juiz (com presunção de impunidade e de imunidade entre os podres poderes)
    O juiz que liberta latifundiários assassinos de freiras – Que justiça é essa?
    O juiz que liberta banqueiro ladrão a preço de banana – Que justiça é essa?
    E que, quando cansado de lustrar o ego para aparecer em hora imprópria que na verdade deveria ser de foro intimo
    Estressado por luzes de falsas ribaltas demodés, vai à Europa se curar da mesmice...
    (Todo poder emana da verdade e em seu nome deve ser exercido)

    Fora juiz-burguês, juiz níquel-náusea, juiz luxo-fusco, juiz palco, juiz banker, juiz spot-light, juiz fantoche
    Juiz que corta cebola e é a cebola quem chora
    Juiz que ignora a verdade que o enobreceria ou daria claridade ao direito e à justiça, sem tacão ou chicote
    (No Supremo Tribunal do Inferno
    Poucos são chamados e poucos escolhidos)
    -Não julgueis para não serdes julgados, está escrito -
    Condenemos o juiz que não olha com prisma de juiz, mas açodado com foco de pelotão de fuzilamento
    (Ah a letra fria da Lei; a letra morta da lei – a Lei? Ora, a Lei...)
    -Para os inimigos, a Lei, para os amigos, a prescrição, o suspeito entendimento rigor-formol, a formação de quadrilha para defesa dos mesmos...
    Critiquemos o juiz que, todo pimpão cerceia o direito da defesa com cara de tacho de Casagrande
    Critiquemos o juiz banana que quer aparecer mais do que a justiça (que nem sempre há para ricos e poderosos)
    -Ah as riquezas impunes
    -Ah os lucros injustos
    -Ah as propriedades roubos
    (Ah as privatizações-roubos impunes de Samparaguai, Tucanistão, o Estado Máfia)
    Ah o cínico estado mínimo do neoliberalismo câncer da história
    Ah o juiz que se enrola no tapete das etiquetas e varre a verdade para debaixo do palácio (entre estátuas e cofres) das aparências
    Que justiça é essa?
    Que juiz é esse? – Mais: que direito é esse?
    Eu vos acuso, justiça injusta, senil, decrépita, tendenciosa e parcial
    Eu voz condeno juiz turrão de colarinho branco engomado
    Eu vos acuso juiz de pequena causa aloprado em defesa de si mesmo, de sua pose tacanha e medonha
    E vos condeno. Juízo ao juízo.
    As algemas são do tempo – o tempo é o melhor juiz
    A sentença final cedo ou tarde virá
    E aqueles que atirarão torrões de terra em vossa tumba de mumificado para agradar a incautos, mal formados e mal informados
    Serão as mesmas mãos sujas de vosso meio, de vossa elite, de vosso estilo, de vosso clã; e então gritaremos em alto e bom tom, soltando o verbo, levantando bandeiras, soltando foguetes:
    -A morte faz justiça para todos. A morte virá cobrar com choro e ranger de dentes...
    Ai de ti Justiça amoral e inumana...
    E das celas soarão os gritos. E dos campos santos revirarão cadáveres de miseráveis entregues à própria sorte, ao deus-dará
    E sobre a vossa sepultura os vermes não ocorrerão, pois não saberão quem é quem
    E apodrecerá o pó de vossa tumba toda pomposa de cara cruz inútil
    Semeada de engano, de mentira, de enganação, de presunção e de tanta prepotência
    Quando ainda agora posas de falso moralista, de falso dono da verdade
    Com sentenças tendenciosas e parciais; preservando o outro lado – os amigos do alheio e seus antros de escorpiões com bezerros de ouro do lucro fácil, das máfias de jecas
    E fazes pose para a mídia amoral de uma elite amoral
    Nós vos acusamos; nosotros vos condenamos
    Até que essa mesma morte que ao final a todos julga, repare o vosso erro, o vosso martelo ignóbil e vil
    E sejas apenas uma página virada no tribunal da ética
    E envergonhando toda uma categoria, todo um clã; representado uma infame sociedade hipócrita (no pântano da condição humana)
    Serás finalmente então um pote de vísceras dela; um refil de vaidades doentias...
    Mas, nós, nós os simples, os comuns, os paisanos, ainda em júbilo cantaremos vitória sobre os vossos ossos,
    em nome dos oprimidos,
    dos injustiçados,
    dos inocentes,
    dos condenados em vão
    Porque bovinamente vos tornaste lacaio da injustiça e do logro social que alimenta o ferrão tacanho da elite sórdida
    Fundada numa ditadura, num regime de exceção, num capitalhordismo de agiotas
    E do qual fostes um bastardo refém, foste freguês, foste mero rufião. Foste um marionete!

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    Ciber Poeta Silas Corra Leite –E-mai: poesilas@terra.com.br
    Poema publicado na Revista ZUNAI
    http://zunai.com.br/post/69386112757/especial
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